5S – O Amigo da Manutenção

Haroldo Ribeiro

Algumas áreas de Manutenção das empresas apresentam uma certa dificuldade na implantação do 5S alegando as freqüentes alterações dos recursos que entram e saem de suas oficinas. Outra limitação cultural para a prática do 5S é o hábito da equipe manter ferramentas, dispositivos e sobressalentes em suas caixas de ferramentas, bancadas e armários, sem previsão imediata de uso, imaginando que “um dia vai precisar”. Outra justificativa é a dificuldade de eliminar as fontes de sujeira existentes em oficinas, como máquinas operatrizes, áreas de solda, carpintaria e área de lubrificantes. Como vencer estes paradigmas e atingir um nível de excelência? Seguem abaixo algumas dicas:

No SEIRI, Senso de Utilização, a equipe de Manutenção tem vários ganhos que passam por algumas mudanças culturais: Fazer uma triagem de todas as ferramentas, dispositivos e sobressalentes que estão nas caixas de ferramentas, gavetas e bancadas individuais, sem uso freqüente ou previsão imediata de uso. Para a empresa isto gera economia e para a equipe  liberação de espaço, compartilhamento dos recursos, possibilidade de melhorar as condições de conservação, tornando as atividades mais eficientes e mais seguras.

No SEITON, Senso de Ordenação, a equipe define o local de guarda de cada recurso, inclusive os compartilhados. Para facilitar o acesso e a reposição, os recursos e os locais de guarda como prateleiras, armários, gavetas, paletes de materiais e bancadas, são identificados, sinalizados e demarcados. Se necessário podem ser instaladas fichas com nomes do usuário para pendurá-las no local da ferramenta ou dispositivo retirado do local.

No SEISO, Senso de Limpeza, a equipe identifica as fontes de sujeira e busca eliminá-las. Para aquelas fontes de solução inviável, a equipe define uma freqüência de limpeza, inclusive para os locais de difícil acesso, como os pontos mais elevados, inferiores de paletes, estrados e armários, além para interiores de armários, gavetas e bancadas.

No SEIKETSU, Senso de Higiene e Saúde, a equipe de Manutenção deve levantar e discutir os problemas de higiene dos EPIs, da copa e dos banheiros, contatos com substâncias químicas, atividades anti-ergonômicas, principalmente levantamento de peças e dispositivos. A partir do levantamento, planejar e executar as ações de melhorias e definir regras de convivência para os problemas comportamentais nos locais de uso comum.

No SHITSUKE, Senso de Autodisciplina, a equipe de Manutenção deve se policiar para manter o 5S no dia-a-dia, inclusive nas áreas onde presta serviços, além de cumprir as normas e os procedimentos de trabalho, inclusive os prazos acordados.

Apesar de tradicionalmente a equipe de Manutenção ter o hábito de guardar individualmente peças e dispositivos sem previsão imediata de uso alegando que “um dia pode precisar”, não é raro encontrar oficinas que são modelos de 5S nas empresas. A criatividade e alguns recursos de apoio que caracterizam a área de Manutenção possibilitam melhorias sem depender em demasiado de outras áreas da empresa. Portanto, a partir das dicas acima a excelência na prática do 5S contribuindo para uma maior produtividade da Manutenção é apenas uma questão de determinação e tempo.


Haroldo Ribeiro é consultor especializado no Japão e autor de vários livros, inclusive "A Bíblia do 5S”
www.pdca.com.br - E-mail: pdca@terra.com.br

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